Sentado no canto da sala dos professores da escola
onde vendo minha força de trabalho, percebi o número acentuado de pedagogas e
professoras de ensino fundamental reclamarem dos efeitos colaterais da vacina
da COVID-19. Todas reclamavam de dor no braço. Algumas relatavam calafrios e
temperaturas alteradas que lembram febres. Outras de tão prejudicadas se faziam
ausentes, mas participavam da tagarelice e lamurias por áudio de WhatsApp. Havia também relato de espasmos, gemidos e delírios noturnos.
Baixei os olhos e voltei a ler O Alienista de
Machado de Assis.....
Em 15 de julho de 1978, uma senhora saiu da Rua Regente Feijó, 836, no bairro Escola Agrícola, em Blumenau. Caminhou sozinha. Ou quase. Seguiu em direção à Rua Pastor Stutzer, 319, no bairro Bom Retiro. No endereço de destino funcionava, na época, a antiga Maternidade Elisabeth Koehler. Hoje, é um lar de idosos que leva o mesmo nome. Sozinha ela não estava. Carregava no ventre o quarto filho. Aquela era sua sétima gravidez. O pai não a acompanhou. Não por ausência, mas porque precisava vender sua força de trabalho em troca da sobrevivência da família. Os sete quilômetros que separam um ponto do outro foram vencidos a pé. Segundo essas tecnologias modernas de medir distância, a caminhada dura uma hora e trinta minutos. Mas, como a mãe já estava no oitavo mês de gestação, é provável que tenha levado um pouco mais. Não havia muita certeza sobre o destino daquelas duas vidas. O diagnóstico médico era claro. Era uma corrida contra o tempo. O parto precisava ser antecipado para pro...
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